Seja bem-vindo

Abro a janela, deixo a luz chegar
E iluminar os pensamentos que aqui dentro há
Lavo as palavras, reflito com meu reflexo
Vou buscar um nexo e tem quente já
Alimento a mente, dou ração pra alma
Pacientemente dou razão pra calma
Rego as sementes, cuido bem do jardim
E cada flor ali presente é importante pra mim
Recolho os frutos já maduros e volto pro lar
Ouço um barulho lá em cima e corro pra olhar
(brainstorm) tempestade no sótão
Difícil de conter as goteiras que brotam
Idéias jorram e escorrem pela caneta
Que serve de canaleta e vem bem a calhar
Se o papel é terra fértil adubando dá
Se fizer do jeito certo logo vai vingar
Mas deixa eu arrumar a sala de estar
Alguém pode querer aparecer pra visitar
E mexendo sem querer numa gaveta qualquer
Encontro algumas linhas sem cabeça nem pé
Mas talvez tenham conserto e alguma serventia
Guardo numa melodia e depois vejo quem quer
Quem vem lá? sem avisar, pra variar
Não repara na bagunça mas pode ficar... à vontade

Num quarto qualquer... o mundo que eu quero pra mim
Meu canto, meu refúgio... pra onde fujo de mim
De onde de repente surjo... entre silêncios e sons
Os maus e os bons, talentos e dons... entre o início e o fim

Entre pensamentos soltos e idéias fixas
Entre holocausto urbano, ventura e dwitza
Entre dedos cruzados (figa), punhos cerrados
E mãos unidas em prece pra que nada dê errado
Entre o tempo curto e missões cumpridas
Significado oculto e lições aprendidas
Entre meus lemas e dilemas
Entre meus temas e estratagemas
Entre memórias, lembranças
Histórias de andanças e novas esperanças
Entre idéias e ideais
Poucos verdadeiros e alguns reais
Entre experiências e decepções
Entre boas ações e reações
Esboços de canções e harmonias
Entre os velhos tempos e os novos dias
Entre os novos hábitos e os velhos vícios
Entre finais abruptos e reinícios
Novos indícios de que ainda há pra onde ir
Razões que fazem valer a pena ficar aqui
Entre déjà vus e devaneios
Entre bloqueios, sonhos e anseios
Ordem em meio ao meu caos encontro
Entro, me concentro e saio pronto pro próximo

Num quarto qualquer... o mundo que eu quero pra mim
Meu canto, meu refúgio... pra onde fujo de mim
De onde de repente surjo... entre silêncios e sons
Os maus e os bons, talentos e dons... entre o início e o fim

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