Passou pelo corredor
No bar onde ele estava
Depois derramou bourbon
Manchando a parede

O sol lhe caía bem
Entrando na avenida
Sua vida não era mais sua vida
Mas ela estava ok

Já vejo ela cruzar
Cruzando um bosque
Já vejo ela afastando-se de mim

Seus seios, duas maçãs
Servidas no café
Segredos daquela manhã
Que me mostrou sua pele

Estávamos em um bar
E se cortou na cara
Vibrava como em um nirvana
E começou a correr

Já vejo ela cruzar
Cruzando um bosque
Já vejo ela afastando-se de mim

Passávamos todo o dia
Deitados em uma cama
O tempo, maldita adaga
Lambendo nossos pés

Brilhava, era uma estrela
Nunca fazia nada
Depois disse que me amava
E se cortou outra vez

Sangrou, sangrou, sangrou
E sorria como louca
Não existe luz nem força viva
Tão poderosa
De todas elas, ela foi
Minha frase mais preciosa
Todo o seu corpo com espinhos
E a mim só sobraram moscas !

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