Eu já conheci sujeito, danado na valentia
Que não enjeitava briga, nem de tiro ele corria
Pegava boi pelo chifre, i no rodo ele caia
Não existia prá ele, cachaça que não bebia
Mas galo virava frango, quando a paixão batia
Acredite se quiser, nos braços de uma mulher
Não vi um que não gemia

Refrão
"mulher esperta, que conhece o bicho homem
Sabe que cavalo solto, traça o capim depois some
Mulher esperta, que sente o cheiro da fome
Deixa por a mão no prato, mas não deixa que ele come!"

Quando a paixão bate forte, o sangue ferve nas veias
Faz o cara meio dia, pensar que é lua cheia
Coração urra no peito, feito um redomão nas peias
Vem o desejo e cutuca, e a coisa fica feia
No cabresto da saudade, qualquer um se esperneia
Para não fazer segredo, macho se borra de medo
No fundo dessa cadeia

Refrão
"mulher esperta, que conhece o bicho homem
Sabe que cavalo solto, traça o capim depois some
Mulher esperta, que sente o cheiro da fome
Deixa por a mão no prato, mas não deixa que ele come!"


A partir desse momento, acabou-se o valentão
Vai virar um carneirinho, quem antes era leão
Vai lavar fralda mijada, quem odiava sabão
Vai virar um pianista, no teclado do fogão
Vai aceitar uma cela, quem dava voz de prisão
Quem aprontava regaço, quabrava tudo no braço
Agora virou cagão

Refrao
"mulher esperta, que conhece o bicho homem
Sabe que cavalo solto, traça o capim depois some
Mulher esperta, que sente o cheiro da fome
Deixa por a mão no prato, mas não deixa que ele come!"

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